PRIMA SIGNIFICATIONE: A DEFINIÇÃO NOMINAL DA SERVIDÃO HUMANA NO PREFÁCIO DA PARTE IV DA ÉTICA DE BENEDICTUS DE SPINOZA

Henrique Lima da Silva

Resumo


Resumo: Spinoza definirá, num primeiro momento, a servidão no prefácio da EIV de sua obra maior, a saber, a Ética, segundo os termos técnicos jurídicos: sui iuris, abnoxius (entre outros termos). Pois, a servidão é definida como impotência humana para regular (coercendis) e moderar (moderandis) a força dos afetos (afectuum viribus), pois este sujeitado não se encontra sob a jurisdição de si mesmo (sui iuris) e passa a estar sujeitado (obnoxius) ao poder da Fortuna (fortunae potestate). Com isso, o presente trabalho tem como intuito expor o problema da servidão humana na quarta parte da Ethica do filósofo holandês Benedictus de Spinoza (1632/1677). Trataremos de expor a definição nominal da servidão humana que será compreendida no campo jurídico. Obedecendo assim, um preceito de Spinoza o de examinar, inicialmente, a primeira significação de um termo, e a primeira significação da servidão humana é jurídica. Para isso, utilizaremos a leitura crítica filosófica das referências principal da obra do autor, Ethica ordine geometrico demonstrata, sobretudo, na parte quatro intitulada “A servidão humana ou força dos afetos” (De servitute humana seu de affectuum viribus). Com isso por conclusão temos que, a servidão humana não só representar as consequências da sujeição do homem pelas paixões, mas também, remete ao estado do homem no qual perderá o seu direito (ius) e, com isso, juntamente o seu domínio dentre outras coisas, e assim está sob o poder da impetuosa da Fortuna.

Palavras-Chave: Spinoza. Servidão. Prefácio.  


Abstract: Spinoza defines, at first, serfdom in the preface of the EIV of his greatest work, namely, Ethics, according to the legal technical terms: sui iuris, abnoxius (among other terms). For servitude is defined as human impotence to regulate (coercendis) and moderate (moderandis) the strength of affections (afectuum viribus) because this subjected not is under the jurisdiction of oneself (sui iuris) and shall be subjected (abnoxius) to the power of fortune (fortunae potestate).Thus, this work has the intention to expose the problem of human bondage in the fourth part of the Dutch philosopher Benedictus de Spinoza’s Ethics (1632/1677).We will try to expose the nominal definition of human bondage that will be understood in the legal field. Obeying thus a precept of Spinoza to examine, first, the first meaning of a term, and the first meaning of human bondage is legal. For this, we use the philosophical critical reading of the main references of the author's work, Ethica ordine geometric demonstrata especially in part four entitled "Human servitude or strength of affections" (De servitute humana seu de affectuum viribus). With that in conclusion we have that human bondage not only represent the consequences of the subjection of man by passion, but also refers to the state of man in which he loses his right (ius) and thus along its dominance among others things, and so is under the power of Fiery Fortuna.

 

Key-words: Spinoza. Servitude. Preface.

 

 


Palavras-chave


Spinoza;ética; servidão;

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Occursus - Revista de Filosofia

ISSN: 2526-3676