PARRESÍA E HIPOCRISIA, FOUCAULT E NIETZSCHE

Gustavo Bezerra do Nascimento Costa

Resumo


Esboça-se neste texto um diálogo, ou mesmo contraponto, entre dois modelos éticos de cuidado ou criação de si: o modelo cínico, calcado no discurso parrēsíástico e apresentado por Foucault nas preleções da década de 80 no Collège de France, e por outro lado, aquele compreendido como hipócrita, amparado em uma compreensão de hipocrisia enquanto arte do engano e arte do ator, aqui aproximado do personagem conceitual nietzscheano do espírito livre. Como pano de fundo está uma reavaliação de práticas tais como: mímēsis, dóxa e prospoíēsis, além da própria hypókrisis, que, condenadas pelo pensamento filosófico hegemônico, reencontrariam lastro nas formas de inteligência estocástica e astuciosa que comandam a lida com a inconstância, a multiplicidade e os acasos – às quais os gregos atribuíram o nome da deusa Mêtis [Μήτις].


Palavras-chave


parrēsía, cinismo, hipocrisia, espírito livre

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