A TOMADA DA AUTOCONSCIÊNCIA FILOSÓFICA DA ARTE: HEGEL E DANTO E A NOÇÃO DE FIM DA ARTE

Roger Klinsman Aguiar de Souza

Resumo


Georg W. F. Hegel (1770-1831) e Arthur Danto (1924-2013) foram filósofos que proclamaram o fim da arte. De forma distinta os dois investigaram seus momentos históricos – a forma progressiva de como a historia ocidental se sucede – e delinearam pontos específicos para que tal processo historicista tivesse um ponto final no campo artístico. Hegel, em suas reflexões estéticas, situará a arte nos desdobramentos do espírito até sua autoconsciência filosófica. Nesse sentido, a arte é uma espécie de instrumento de consciência do qual as ideias ganham forma e significado mais refinados e sublimes. Mesmo sendo de crucial importância no desdobrar do espírito, a arte, não obstante, situa-se ainda numa esfera inferior a da religião e da filosofia. É somente com Danto que a concepção de arte perde sua linearidade histórica e atinge sua autoconsciência filosófica. O presente artigo pretende explicitar a concepção de fim da arte nos dois filósofos e esclarecer aspectos importantes nas implicações causadas em torno desta tese.


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