Filantropia empresarial e educação brasileira no contexto da crise estrutural do capital: a Fundação Bradesco no centro do debate.

ARAÚJO, Stephanie Barros; FRERES, Helena de Araújo; SEGUNDO, Maria das Dores Mendes

Resumo


A temática ora aqui apresentada tem como objetivo fazer uma crítica à filantropia empresarial, sobretudo a educacional como mecanismo deformador e tendencioso de cooptação social que o sistema capitalista propõe à classe trabalhadora. É posto como solução para enfrentar as reverberações da crise estrutural do capital, a inserção e aceitação da “sociedade civil”, representada pelo empresariado, em um movimento de transferência de responsabilidades sociais. Á luz da esteira marxista, o trabalho investiga, nestes termos, o considerado terceiro setor e seu papel na sociedade ao fornecer serviços público-não-estatais. Fazendo um recorte em nosso objeto, tendo em vista as inúmeras instituições que se apresentam na contemporaneidade como filantrópicas, optamos por fazer o enfoque maior a atividade realizada pelo Banco Bradesco e sua organização: Fundação Bradesco. Lançada essa questão, partimos para a comprovação das questões colocadas por meio de uma pesquisa teórico-bibliográfica e documental as inquietações que a realidade nos exigia. No campo metodológico entendemos que a realidade é composta de suas inúmeras contrariedades e por ser construída pelos homens, possui consequentemente historicidade, razão pela qual se faz necessário manter aproximações constantes em favor de não perder o contato com o real. Em linhas gerais, a filantropia empresarial voltada para a educação máscara a exploração da classe trabalhadora, com ações sociais apresentadas como humanizadas, de cooperação e responsabilidade social.

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