Realismo e ontologia em Lukács.

INFRANCA, Antonino. Tradução de Adriano Lopes. Revisão da tradução de Mario Cella.

Resumo


Sabe-se que, marcadamente, a verdadeira e própria virada no pensamento vivido de Lukács surgiu a partir de 1930, quando, em Moscou, o filósofo leu os Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844, de Marx, até então inéditos. Para um homem que fez da reflexão teórica a estrela polar da sua vida, a descoberta de um texto tão profundo, humano, crítico, representou de fato uma verdadeira e própria revelação, tanto que a definiu como a “revelação no caminho de Damasco” da sua vida. Não é aqui o lugar para explicar toda a amplitude de tal descoberta, mas posso sintetizá-la numa só frase: Lukács descobriu a concretude ontológica do pensamento de Marx. Por concretude pretendo dizer aquele retomar continuamente às coisas, aos homens, à realidade concreta – seja empírica ou existente –, que estão externos ao Eu; por ontológica entendo aquela realidade concreta, uma realidade social e histórica, produzida por um ser social e histórico, que é um ser humano o qual pertence ao gênero humano e se reconhece em tal pertencimento.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.