FORTALEZA E A MÁSCARA VERDE: O CASO DO PARQUE ECOLÓGICO DO COCÓ

Diego Silva SALVADOR, Gleison Maia LOPES

Resumo


O artigo trata sobre a contradição entre o discurso de valorização das áreas verdes da cidade de Fortaleza (CE) proferido pelos empresários e governantes, e as intervenções estatais e em parcerias com o empresariado que avançam sobre os recursos naturais. Pretende-se explicar essa contradição pela estratégica usada para o avanço da especulação imobiliária, ou para marketing turístico. Pressupõe-se mudança de paradigma na percepção acerca da questão ambiental, nas três últimas décadas. De uma perspectiva social, na qual o homem via o ambiente como algo fora dele, passou-se a perceber que homem e natureza faziam parte de um mesmo processo de desenvolvimento social. Essa mudança tem interferido na dinâmica das cidades e nas formas de desenvolvimento adotadas pelas sociedades e seus governos. Este texto analisa a inclusão das ações de cunho ambientalista no direcionamento da produção urbana da cidade de Fortaleza, especificamente na região do Parque Ecológico do Cocó, em contraposição a uma noção de desenvolvimento que reproduz a cidade de acordo com uma visão economicista e guiada pelos pressupostos capitalistas, na contramão da mudança de paradigma de percepção da questão ambiental. Os movimentos ambientalistas fazem parte da realidade estudada em suas ações de protestos contra intervenções governamentais e privadas no Parque do Cocó e em seu entorno, exercendo efetiva participação nas discussões sobre o meio ambiente local.  

 


Palavras-chave


Problemática ambiental urbana; produção da cidade; movimentos ambientalistas.

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Revista GeoUECE
ISSN online: 2315-028X

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