ENTRE A NORMA URBANA E A RESISTÊNCIA: A ESPACIALIDADE DO COMÉRCIO AMBULANTE DE CONFECÇÃO NO CENTRO DE FORTALEZA-CEARÁ

Luiz Antonio Araújo GONÇALVES

Resumo


A expansão do comércio ambulante nas cidades brasileiras produz impactos significativos nas suas dinâmicas, marcadas por uma relação quase sempre conflituosa entre os agentes do Poder Público, imbuídos da norma urbana, e a massa de trabalhadores vendedores ambulantes. Em geral, a ação desses trabalhadores envolve a adaptação de pontos de venda de mercadorias nos espaços públicos como forma de trabalho e sobrevivência na metrópole. O fenômeno da ocupação dos espaços públicos pelo comércio ambulante conduz a se refletir sobre a relação entre o trabalho informal e a cidade, principalmente no que se refere às implicações socioespaciais dessa forma de comércio no urbano. Este artigo pretende focalizar a atividade do comércio ambulante de confecção e sua espacialidade no Centro de Fortaleza à luz dos apontamentos teóricos de Henri Lefebvre, especialmente sob a óptica da dominação e apropriação do espaço público urbano. A relação do trabalho informal e a cidade nos mostra, com base na espacialidade conformada pelo comércio ambulante de confecção, as contradições do espaço urbano, que se originam na produção e estabelecem conflitos inevitáveis, marcados pela lógica segregadora da cidade.


Palavras-chave


Comércio ambulante de confecções; produção do espaço urbano; norma urbana; formas de resistência

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Revista GeoUECE
ISSN online: 2315-028X

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