MODELAGEM AMBIENTAL PARA A DELIMITAÇÃO DE BREJOS DE ALTITUDE COM ESTUDO DE CASOS PARA OS MACIÇOS DA ARATANHA, MARANGUAPE JUÁ E CONCEIÇÃO

Guilherme Marques e Souza

Resumo


Historicamente a exploração dos recursos naturais do planeta se intensificou com a Revolução Industrial e com o processo de urbanização das cidades, aliado ao avanço tecnológico, cada vez mais globalizado. Os ambientes florestais são os mais prejudicados por este modelo de produção capitalista. No Brasil, dados da Fundação SOS Mata Atlântica mostram que dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados de seu território, aproximadamente 63% são áreas de florestas nativas. Desse total, estima-se que restam apenas 8% de Mata Atlântica onde, atualmente, se encontra reduzida a pequenas áreas e fragmentos de floresta, mas que ainda possui grande importância ecológica nas áreas onde está presente: regula o fluxo hídrico dos mananciais, garante a fertilidade dos solos, contribui no equilíbrio do clima, protege as encostas das serras de erosões e abriga uma rica biodiversidade. Na Região Nordeste, principalmente no Ceará, a Mata Atlântica ocorre sob a forma de enclaves de matas úmidas, conhecidos popularmente como “brejos de altitude” e constituem-se em ambientes de exceção nos sertões do semiárido. Suas melhores exposições estão em áreas de relevos de superfícies elevadas, condicionadas por fatores pedoclimáticos locais, como é o caso das serras da Aratanha, Maranguape, Juá e Conceição, objetos de estudo. Geralmente, são áreas que apresentam características bem específicas em relação ao seu entorno, registrando maiores valores de precipitação, alta nebulosidade e umidade, menor temperatura e ocorrência de solos férteis. Através do enfoque da biogeografia, buscando compreender o padrão de distribuição dos seres vivos em diferentes regiões do planeta, a presente pesquisa teve como principal objetivo verificar os condicionantes ambientais responsáveis para a existência desses enclaves, através de uma modelagem espacial, utilizando técnicas de geoprocessamento. Houve, também, a necessidade de classificar os diferentes tipos de vegetação que ocorrem da base ao topo dessas serras. Além disso, foi realizada uma validação da modelagem a fim de comparar os resultados com a vegetação classificada a partir de uma imagem de satélite. Dessa forma foi possível verificar a inter-relação da vegetação e de seus condicionantes ambientais, sobretudo o clima, sendo este o principal agente modelador e condicionador das paisagens locais.  


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Revista GeoUECE
ISSN online: 2315-028X

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