ENSINO DE GEOGRAFIA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS: ANÁLISE SOBRE A COLEÇÃO “EXPLORANDO O ENSINO”- MEC (2004-2010)

João Vitor Gobis VERGES

Resumo


Os diálogos e acordos internacionais sobre mudanças no clima possuem reverberações diretas em políticas públicas de muitos países. Isto faz com que se construam medidas e ações para a justificação de ideias e projetos. No Brasil, nos anos de 2008 e 2009 são apresentados o plano e a política nacional sobre as mudanças no clima, designando interposições nos âmbitos educacionais. Neste ínterim, a coleção “Explorando o Ensino” – MEC (2004-2010), criada para fomentar/auxiliar a prática de ensino do professorado, é levada pela política climática a tratar o assunto “mudanças climáticas” em caderno específico, separando-o das demais disciplinas curriculares da educação básica como a Geografia. Neste sentido, este artigo busca demonstrar como ocorre a alocação da chamada “Ciência das Alterações Climáticas” enquanto meio de ensino do clima e suas nuances, em detrimento da observação inerente pelos aportes da Geografia. Para isto, tomou-se como referência de análise os volumes 8 e 22, atinentes ao ensino de Geografia, e o volume 13, elaborado para tratar especificamente das “mudanças climáticas” na coleção “Explorando o Ensino”. Adota-se a dialética como método e o contrastar epistemológico das diferentes abordagens como metodologia de análise. Concluí-se que a formatação em volume específico do assunto “mudanças climáticas” não atingiu características interdisciplinares e distanciou a compreensão da questão pela abordagem geográfica. Isto alude que as aferições pelas categorias de análise da Geografia são secundárias no processo, devendo ser afirmados os cenários climáticos e as ações de mitigação e adaptação provindas de estudos da “Ciência das Alterações Climáticas” e seus desdobramentos propositivos.

Palavras-chaves: Práticas de Ensino. Políticas Climáticas. Epistemologia.

ABSTRACT

The dialogues and agreements on climate and its changes have direct reverberations in public policy in many countries. This causes them to build measures and actions for the justification of ideas and projects. In Brazil, in 2008 and 2009 are presented the plan and the national policy on climate change, assigning interposition in educational settings. In the meantime, the collection "Exploring the Teaching" - MEC (2004-2010), created to encourage/help teachers teaching practice, it is indicated for climate policy to deal with the matter in a specific notebook, separate from other curriculum subjects of education basic as geography. Therefore, this article seeks to demonstrate how is the allocation of "Science of Climate Change" as a means of teaching climate and its nuances, to the detriment of the inherent observation by the contributions of geography. For this, it was taken as analytical reference volumes 8 and 22, for the teaching of Geography, and the volume 13, specifically designed to deal with "Climate Change". Is adopted as the dialectic method and the epistemological contrast the different approaches as an analytical methodology. It was concluded that the format of the subject specific volume has not reached the interdisciplinary features and distanced the understanding of the issue by geographical approach. This suggests that the measurements for the analysis categories of geography are secondary in the process, should be affirmed climate scenarios and mitigation actions and adaptation studies stemmed from the "Science of Climate Change" and its purposeful developments.

Keywords: Teaching Practices. Climate Policies. Epistemology.

RESUMEN

Los diálogos y acuerdos sobre el clima y sus cambios tienen repercusiones directas en la política pública en muchos países. Esto les lleva a crear medidas y acciones para la justificación de las ideas y proyectos. En Brasil, en 2008 y 2009 se presentan el plan y la política nacional en materia de cambio climático, con asignación de interposición en los centros educativos. Mientras tanto, la colección "Explorando la Enseñanza" - MEC (2004-2010), creada para alentar/ayudar maestros en la práctica de enseñanza, está indicado por la política climática a tratar el asunto “cambio climático” en un cuaderno específico, separado de otras asignaturas del plan de estudios de la educación básico como la geografía. Por lo tanto, este artículo busca demostrar cómo es la asignación de "La ciencia del cambio climático" como un medio de clima enseñanza y sus matices, en detrimento de la observación inherente por las aportaciones de la geografía. Para ello, se tomó como referencia los volúmenes de análisis 08 y 22, para la enseñanza de la Geografía, y el volumen 13, diseñado específicamente para hacer frente a "Cambio Climático". Se adoptó como método la dialéctica y el contraste epistemológico de los diferentes enfoques como una metodología analítica. Se concluyó que el formato del volumen específico sujeto no ha llegado a las características interdisciplinarias y si distanciado de la comprensión de la cuestión por el enfoque geográfico. Esto sugiere que las mediciones para las categorías de análisis de la geografía son secundarios en el proceso, deben ser afirmados escenarios climáticos y las acciones de mitigación y adaptación de estudios que provenían de la "ciencia del cambio climático" y sus desarrollos con propósito.

Palabras clave: Prácticas de Enseñanza, Políticas Climáticas, Epistemología. 

Palavras-chave


Práticas de Ensino; Políticas Climáticas; Epistemologia

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Revista GeoUECE
ISSN online: 2315-028X

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