CONTRADIÇÕES DE FORTALEZA: ENTRE O TURISMO GLOBALIZADO E A REPRODUÇÃO DO CIRCUITO INFERIOR DA ECONOMIA

Marina Regitz Montenegro

Resumo


Fortaleza se destaca hoje como uma das capitais mais modernas do Nordeste, haja vista a expansão de sua área de influência e a intensificação do turismo, o qual se consolidou nos últimos anos como o principal vetor de modernização do estado do Ceará. A adoção de uma modernização pautada no turismo tem implicado, contudo, a remodelação do seu meio construído e o rearranjo de sua economia urbana, com a seleção de determinados atores e parcelas da cidade que concentram investimentos públicos e privados. Prevalece, assim, a lógica do grande empreendimento, a qual não vem suscitando a incorporação do pequeno capital e da população local, e quando o faz é de forma precária. Contudo, a economia popular também tem encontrado seus meios de se adaptar e participar de forma ativa, ainda que indiretamente, desta modernização recente de Fortaleza; uma vez que os agentes do circuito inferior da economia (SANTOS, 1975) também desenvolvem suas estratégias para adequar-se não só à internacionalização do mercado turístico, mas aos diferentes nexos do período da globalização na cidade. A feirinha da Avenida Beira-Mar representa, nesta direção, um lugar bastante representativo desta capacidade de renovação do circuito inferior em suas relações com o turismo globalizado no período atual, a qual é focada no âmbito deste artigo.

 


Palavras-chave


globalização, modernização, turismo, pobreza, circuito inferior.

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Revista GeoUECE
ISSN online: 2315-028X

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