O CONTEXTO DO CAMPESINATO PERANTE A EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO: EXPROPRIAÇÃO, SUJEIÇÃO E RESISTÊNCIA

Érica Maria Bezerra Pinheiro

Resumo


A expansão do capitalismo no campo tem causado diferentes processos, dentre eles, a territorialização e a monopolização do capital no campo. No caso específico do Nordeste, o processo de reestruturação produtiva da agropecuária tem ocorrido de uma forma mais pontual, sobretudo nos vales úmidos. Uma área de destaque é a região que compreende municípios do Baixo Jaguaribe, no Ceará e, do Mossoró/Assú, no Rio Grande do Norte, com forte demanda na produção de frutas. Essa região tem sido beneficiada com programas que fortalecem a iniciativa privada nos perímetros irrigados, substituindo a agricultura tradicional de produção de alimentos por culturas de mercado. Esse processo tem causado impactos significativos no campesinato local, tanto pelo processo de expropriação, como pelo processo de sujeição da renda da terra. No entanto, observamos ainda que o agricultor camponês tem resistido a essas atuações tanto por estratégias na forma de produzir, como através de movimentos sociais no campo. Assim sendo, nosso objetivo é analisar a atuação do agronegócio da fruticultura em comunidades rurais no Ceará e os impactos no campesinato local, destacando ainda as formas de resistência camponesa. 

 


Palavras-chave


Expropriação; Sujeição da renda da terra; Resistência Camponesa.

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Revista GeoUECE
ISSN online: 2315-028X

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