A Arte a serviço da cidade?

Abdelhafid Hammouche

Resumo


 A presente contribuição retoma os termos do Seminário «Interfaces: arte, cidade e subjetividades contemporâneas » na tentativa de caracterizar a cidade em geral, analisando, em seguida, a partir de alguns exemplos da história recente de cidade de Lyon, na França, o lugar da arte no espaço urbano. O exemplo da referida cidade mostra como se instaura uma vontade de « se abrir » para o mundo e ao mesmo tempo criar a cidade. É verdade que a relação que se estabelece com a cidade reflete a associação de forças que perpassam a associação dos indivíduos e dos grupos, mas decorre igualmente da estratégia da cidade no âmbito cultural que tende a querer afirmar uma identidade no plano internacional. A política cultural local se constrói por meio do cruzamento de fontes de financiamento que permitem ver que toda política local se inscreve em um quadro nacional, mas pode-se pensar que a construção européia e a aceleração dos intercâmbios internacionais enfraquecem as identidades nacionais e oferecem uma oportunidade de afirmação da identidade local. Neste sentido, a política cultural poderia ser pensada como um conjunto de ações que participa da « globalização » do local,, ou seja, que contribui para afirmar a dimensão simbólica do local, tornando-o um « todo », concorrendo assim para uma redefinição da relação local-nacional.

Palavras-chave


cidade, política cultural, subjetividade, arte, sociedades contemporâneas.

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O público e o privado - Revista do PPG em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará - UECE