O jogo dos sete erros nas prisões do Brasil: discutindo os pilares de um sistema que não existe

Luiz Claudio Lourenço

Resumo


O pensar a prisão não deve estar apartado do cotidiano vivenciado nos cárceres. Embora essa seja uma constatação que pareça simples, não se comprova muitas vezes nos discursos sobre os cárceres brasileiros. Este texto tenta abordar e discutir sucintamente sete equívocos comuns mobilizados nas concepções que são habitualmente veiculadas sobre nossas prisões. Para fazer tal discussão juntamente com a literatura de estudos prisionais e dados do Instituto de Pesquisa e Política Criminal da Universidade de Londres também elencamos evidências e informações a partir dos relatórios das Comissões Parlamentares de Inquérito de 2009 e 2015 sobre as prisões no país. A partir do texto, é plausível admitirmos que as diferenças existentes na realidade de nossas prisões não são apenas regradas pela lei, mas por lógicas outras que se afinam também com a nossa sociabilidade e as relações que estabelecemos entre estado e sociedade, configurando, em suma, um dispositivo punitivo, muito mais que um sistema prisional.


Palavras-chave


prisão, punição, presídios

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O público e o privado - Revista do PPG em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará - UECE