Medicina tradicional no Brasil e em Moçambique: definições, apropriações e debates em saúde pública

Jaqueline Tavares de Assis, Maria Inês Gandolfo Conceição, Isália Gabriel Licença, Nathalia Campos, Mariana Reis, Luana Alcântara Fialho, Larissa Polejack Brambatti

Resumo


A medicina tradicional vem ganhando espaço nos debates sobre saúde pública global, por ser uma prática amplamente disseminada há séculos. Pretende-se traçar paralelos entre Brasil e Moçambique, no que tange às definições, apropriações e debates em saúde pública das práticas de medicina tradicional. No Brasil, o campo da medicina tradicional mistura-se com o das práticas integrativas, alternativas ou complementares em saúde, associando elementos indígenas, africanos e europeus. Em Moçambique, a medicina tradicional é a mais utilizada pela população. Em ambos os casos, abordam-se as noções de saúde e doença enquanto apropriação cultural local, e se discute o lugar de resistência cultural da medicina tradicional frente à colonização portuguesa e aos novos modelos de globalização da cultura ocidental. A partir da análise dos dois países, faz-se uma discussão política-teórica sobre a evolução e a disseminação das práticas de cuidado tradicionais, complementares e alternativas, sobretudo, problematizando esses conceitos a partir das concepções adotadas pela Organização Mundial da Saúde, e pelos significados diversos que os nomes assumem nos diferentes contextos. Discute-se criticamente as apropriações do discurso da medicina tradicional pela ciência biomédica, em termos de comprovação de sua segurança e eficácia, à luz do método científico moderno.


Palavras-chave


medicina tradicional, políticas de saúde, saúde pública, práticas de saúde

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O público e o privado - Revista do PPG em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará - UECE