Estratégias de autoproteção: como o medo influencia as sociabilidades de mulheres usuárias do Tinder em Santa Maria-RS

Francis/Carolina Moraes/Adolfo de Almeida/de Carvalho

Resumo


As formas de relacionamento têm mudado rapidamente desde o advento da internet, fenômeno que se acelerou com a popularização dos smartphones e o desenvolvimento de aplicativos específicos para relacionamentos. As emoções envolvidas nos contatos estabelecidos a partir dessas plataformas influenciam imensamente as sociabilidades dos sujeitos. Em Santa Maria-RS, mulheres usuárias do aplicativo Tinder que estão em busca de homens na plataforma apresentam duas emoções preponderantes em suas percepções acerca da ferramenta: desejo e medo. O desejo é o que as move em busca desses parceiros, e o medo é o que faz com que elaborem estratégias de autoproteção antes de estabelecer esse encontro. Partindo das perspectivas de desejo defendidas por Miskolci e do medo, por Borges e Barbalet, e com a intenção de analisar a tensão existente entre essas duas emoções e quais são as estratégias de autoproteção desenvolvidas por essas mulheres, esse trabalho parte de uma investigação etnográfica desenvolvida a partir da observação participante do Tinder e de entrevistas intermediadas pela plataforma e desenvolvidas, também, de maneira pessoal. Evidencia-se que essas mulheres, apesar de nunca terem vivenciado situações de medo ou violência em encontros estabelecidos pela internet, têm a intenção de exercer seus desejos e conhecer esses homens, mas não saem de casa sem tomar precauções.



Palavras-chave


mídias sociais, medo, desejo.

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O público e o privado - Revista do PPG em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará - UECE