O trabalho das emoções na experiência pública: marés verdes na Bretanha

Louis Queré

Resumo


Focalizando o caso das chamadas “marés verdes” na região francesa da Bretanha como ponto de partida para discutir sobre a dinâmica e o trabalho das emoções; notadamente das emoções coletivas que sustentam os diversos momentos de percepção, definição e resolução de um problema público. Esta empreitada analítica é desenvolvida com o cuidado de precisar diferenças com a perspectiva de “trabalho das emoções” desenvolvida por Arlie Hochschild e, por outro lado, aproxima-se de referências pragmatistas americanas da sociologia (como Joseph Gusfield) e, principalmente, da filosofia de John Dewey. A análise ainda se posiciona sobre as postulações de Mustafa Emirbayer e Chad Goldberg sobre o lugar e o papel das emoções nas mobilizações sociais. Por fim, notadamente a partir das pistas colhidas na obra de Pierre Livet, este artigo ressalta as emoções coletivas como algo diferente do somatório de emoções individuais e, com isto, o texto se encerra com a conclusão de que a resolução do problema das marés verdes se encaminhou com o compartilhamento de emoções.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


O público e o privado - Revista do PPG em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará - UECE